GASTRONOMIA


Natal oferece aos turistas, uma variedade de pratos típicos e sua culinária diversificada, é líder na produção de camarão, que faz parte de muitos pratos da culinária local.

Muitos dos pratos típicos de Natal são baseados em peixes e frutos do mar (camarão, lagosta, etc); levam temperos e ingredientes diferentes (por exemplo, leite de coco, azeite de dendê) e vêm acompanhados por feijão verde, macaxeira, etc.
Alguns outros pratos são tipicamente nordestinos, sem similares nas culinárias do sul.

Carne de Sol

Em séculos anteriores, antes da invenção de geladeiras, o povo do Nordeste desenvolveu uma técnica de salgar a carne, para facilitar sua conservação, dando origem ao que hoje se denomina carne de sol. Todas as partes da vaca podem ser salgadas; nos melhores restaurantes, são servidas as partes nobres, que por isso são muito macias. A carne de sol em geral vem em porções generosas (para três ou quatro pessoas), acompanhada em geral por arroz, feijão verde, macaxeira e farofa ou paçoca. É provavelmente o prato mais servido nos restaurantes de comida típica de Natal.


Paçoca

paçoca, em Natal, não é o doce de amendoim que se conhece no sul. Paçoca é, basicamente, uma farofa composta de pedaços de carne de sol desfiada e farinha de mandioca (mais temperos, como cebola, alho, etc).


Tapioca

Tapioca é feita à base de goma de farinha de mandioca, prensada e levemente aquecida em chapa. Os habitantes locais (principalmente os de camadas sociais mais humildes) consumiam a tapioca pura, mas os turistas costumam encontrá-las com diversos tipos de recheios, doces e salgados: coco ralado, queijo coalho, carne de sol, frango, etc. Tapioca é encontrada em muitas padarias e lanchonetes, geralmente consumida como lanche.


Baião de dois

É preparado cozinhando-se, na mesma panela, primeiro o feijão e em seguida o arroz. É claro que muitas outras misturas podem ser adicionadas durante o cozimento, como carne de sol, queijo coalho, etc.


A galinha cabidela ou galinha ao molho pardo

A buchada, feita com vísceras de carneiro; a paçoca, a carne de sol e charque, misturados com farinha de mandioca e feijão verde; e o guisado de carneiro, são iguarias sempre presentes na mesa do natalense.

GASTRONOMIA - O MELHOR DA CIDADE (2007)

        Chef do Ano

Thiago Gomes

O talentoso jovem é uma promessa na cozinha. Com apenas 25 anos, foi considerado pelo júri de VEJA Natal o chef que mais se destacou na cidade em 2007. Apesar da pouca idade do mestre-cuca, o prêmio não é exatamente uma surpresa para os natalenses. Thiago – mais conhecido como Fonfa – praticamente cresceu entre as panelas. Quando seu pai, Witame Gomes, abriu o primeiro restaurante (o Mamma Itália), ele tinha 8 anos. No Piazzale Itália, eleito pela segunda vez o local que oferece a melhor culinária italiana da cidade, trabalha desde os 15. Neste ano, Thiago terminou o curso de cozinheiro no Senac e, atualmente, prepara-se não apenas para assumir a cozinha, mas também a administração do Piazzale. Os freqüentadores da casa podem aguardar boas novidades. Na última edição do badalado Festival Gastronômico de Martins, realizado em julho de 2007, o jovem brilhou. Sua criação – o risoto de camarão com morangos e castanhas-do-pará – ficou em segundo lugar, na frente da de chefs bem mais experientes. "Foi sorte", afirma, modesto. Quem quiser conhecer a receita pode pedir o prato no restaurante, já que ele foi incorporado ao cardápio (apenas durante a estação da fruta).


O Melhor Brasileiro

Mangai

Para quem vive na capital mas sente falta do clima tranqüilo e dos sabores do interior nordestino, o Mangai é o endereço certo. A começar pelo carro de boi, passando pelas mesas e cadeiras feitas em troncos de árvores, até chegar às pessoas que circulam com chapéu de palha e sandálias de couro – tudo faz lembrar uma fazenda sertaneja. O bufê não deixa dúvida: trata-se de um autêntico reduto regional. Nos 17 metros de mesa é possível encontrar carne-de-sol na nata, arroz de leite, paçoca, feijão-verde, gororoba (carne-de-sol com macaxeira e queijo), sovaco de cobra (carne-de-sol moída com milho, cebola e manteiga), rabada, queijo de coalho empanado, escondidinho e dezenas de outras delícias típicas do interior, além de uma grande variedade de saladas. A história do Mangai começou na Paraíba. Leneide Tavares – mais conhecida como dona Parea – vendia rapadura nas feiras de João Pessoa, até que conseguiu abrir uma bodega para comercializar produtos nordestinos. A empresa cresceu. Hoje, o estado vizinho abriga a matriz do restaurante, além de duas fazendas onde são produzidos ingredientes indispensáveis para o preparo das receitas. A unidade potiguar já é referência na cidade. Tanto que acaba de ser eleita pelo júri de VEJA Natal como o melhor lugar para saborear pratos da culinária brasileira. Outra novidade é a Fabricca Mangai, uma padaria criada para oferecer quitutes como o famoso pão doce de macaxeira. Guloseima requisitada, a tapioca continua a ser servida no restaurante. A de carne-de-sol com nata lidera os pedidos. Há ainda as doces, como a beradeira (coco com queijo e leite condensado, que disputa as atenções com a cocada cremosa e a cartola oba-oba, banana frita e queijo de manteiga derretido, cobertos com açúcar, canela e chocolate).

Avenida Amintas Barros, 3300, Lagoa Nova
       Tel.:(84) 3206-3344
       Site:www.mangai.com.br.


A melhor carne

Tábua de Carne

Picuí, cidade paraibana famosa pela carne-de-sol que produz, é a terra natal dos proprietários do restaurante. Atualmente, ele funciona em João Pessoa, em Campina Grande e em dois endereços em Natal. O mais novo, instalado na Via Costeira, tem pé-direito alto e paredes de vidro que proporcionam uma vista panorâmica do mar. A especialidade da cozinha – as carnes servidas na tábua – é acompanhada de produtos regionais, cuja descrição é destaque no menu. O filé-de-sol é o carro-chefe. "A carne-de-sol preparada com o filé mignon fica mais tenra", explica o jovem Luíz Sizenando, filho dos fundadores, que administra as unidades potiguares. A versão simples da carne inclui vinagrete e farofad'água. A opção à moda da casa (que pode ser pedida com qualquer corte) traz feijão-verde, arroz branco ou de leite, pirão de queijo, paçoca, macaxeira frita e vinagrete. Os pratos servem três pessoas. A clientela também pode pedir porções extras, como as de purê de jerimum, salada de palmito e pão de alho. O cardápio das duas casas é igual, mas cada uma tem suas particularidades. A da Via Costeira oferece alguns pratos com frutos do mar, além de um bufê de petiscos na happy hour de quarta a sexta. A casa de Ponta Negra, mais ampla, serve rodízio com dezenove cortes, entre os quais o lombo de porco recheado com queijo de coalho . Para a sobremesa, há opções como o queijo de coalho na brasa com mel de rapadura e a cocada, que é novidade no cardápio. A casa também oferece serviço de churrasco em domicílio. O restaurante foi eleito como o melhor lugar para degustar carnes na cidade, na opinião do júri de VEJA Natal.

Avenida Engenheiro Roberto Freire, 3241, Ponta Negra.
       Tel.:(84) 3642-1138/1236.
       Avenida Senador Dinarte Mariz, 229, Areia Preta
       Tel.:(84) 3202-5838. Site:www.tabuadecarne.com.br.


Os melhores contemporâneos

Agaricus

A idéia do casal Cristiane Cassol e Kwong Yiu Fai era abrir um restaurante especializado em cogumelos. Por isso, batizaram a casa de Agaricus, nome genérico dado a algumas variações do fungo. O carro-chefe da casa é o Agaricus bisporus, mais conhecido como champignon. Frescos e orgânicos, eles são trazidos semanalmente de uma fazenda na cidade de Riozinho, no Rio Grande do Sul. Aparecem em uma série de receitas, entre as quais o carpaccio de cogumelos (servido com torradas), uma sugestão para a entrada. Como prato principal, uma opção é o risoto de camarão com cogumelos frescos e maracujá. Quem prefere um prato sem o fungo pode começar a refeição com o brandade de bacalhau (acompanhado de torradas) e seguir com o salmão grelhado acrescido de manteiga temperada com mostarda de Dijon e ervas. O cardápio também lista carnes e dez opções de molho à escolha, cada uma com seu respectivo acompanhamento. São seis cortes: avestruz, filé mignon, medalhão de filé, bife de chourizo, bife ancho e contrafilé de cordeiro. O molho de cogumelos frescos (temperado com sal, pimenta-do-reino preta, alho e cebola) chega à mesa com purê de batata com salsa. O molho de gorgonzola é acompanhado de arroz com ervas, batata rosti e legumes fatiados. O de shiitake com óleo de ostra leva arroz branco com gergelim e aspargos frescos. Outra opção de carne é o filé agaricus, servido com molho de cogumelos, fettuccine ao molho e tomate à provençal. Os clientes também podem levar os cogumelos para casa. Como sobremesa, há a cheesecake de frutas com creme de manga, maracujá e rum e o creme brûlé de chocolate com Bailey's. A casa ganhou o prêmio de o melhor restaurante contemporâneo da cidade, num empate com o Aprecíe.

Avenida Afonso Pena, 529, Petrópolis.
      Tel.: (84) 3211-4796.


Aprecíe

Instalado numa rua tranqüila, em frente à Praça Alagama, o refinado restaurante é decorado com poltronas e cadeiras de palha estofadas, luminárias artesanais e muitos quadros com fotografias da Europa. O arquiteto norueguês Vidar Jonkas, o proprietário, foi quem idealizou o projeto. Sua proposta era montar um restaurante agradável cuja cozinha fosse afinada com as modernas técnicas culinárias européias. Para a empreitada, trouxe de sua terra natal o chef Alexander Larsen. O cardápio montado por ele lista iguarias como o foie gras confit com calda de beterraba e salada fresca e os aspargos frescos com molho gribiche, ovos de codorna e presunto serrano – opções muito pedidas para a entrada. Como prato principal, destacam-se o magret de pato com minilegumes, molho de maracujá e baunilha e terrine de batata e o filé mignon com cogumelos sautés acompanhado de cassoulet de feijão e purê de abóbora. Entre os peixes, uma sugestão é o bacalhau na panela com purê de batata e alho assado, servido com confit de tomate-cereja e jus de vinho tinto. Quem quer provar um pouco de tudo pode pedir o menu degustação, que inclui diversas opções do cardápio. Para acompanhar a refeição, há cerca de 100 rótulos de vinho de doze países. O maître Assis, especialista no assunto, é quem ajuda os clientes a harmonizar a bebida com os pratos. Para acompanhar o bacalhau, por exemplo, ele sugere o tinto alentejano Talha Grande Escolha. Como sobremesa, fazem sucesso a torta de maçã e canela servida com sorvete de baunilha e vinagrete de maçã e o fondant feito de chocolate branco, sorvete de creme e azeite de baunilha. A casa tem um espaço para encontros reservados – apelidado de sala vip norueguesa, por causa da decoração – , uma charutaria e uma adega com capacidade para 2 200 garrafas. O restaurante foi eleito o que oferece o melhor da cozinha contemporânea na cidade, num empate com o restaurante Agaricus.

Rua das Algas, 2282, Ponta Negra.
       Tel.:(84) 3219-0050.
       Site:www.aprecierestaurante.com.


A melhor carta de vinhos

Magazzino Vinhos e Cozinha

A adega é o centro das atenções desde a inauguração da loja. Marcelo Chianca, o proprietário, é descendente de italianos e sempre se interessou por enologia. Ele e sua esposa, Verônica, vieram de João Pessoa com o objetivo de abrir uma delicatessen cujo carro-chefe fossem os vinhos. A proposta do casal, desde então, é oferecer aos natalenses rótulos desconhecidos na cidade. Para isso, eles garimpam boas safras e fazem contratos de exclusividade com os importadores. "Nossa intenção é apresentar os vinhos para os clientes", explica Verônica. A adega, com capacidade para 2 900 garrafas, foi projetada por ela, que é arquiteta. O cliente pode entrar e escolher sua bebida – etiquetas de cores diferentes identificam o país produtor. São mais de 300 rótulos. Também é possível levar para casa produtos alimentícios finos, muitos deles importados, como queijos, frios, arroz arbóreo, massas de grano duro e bacalhau. Quem prefere pode se acomodar nas mesinhas distribuídas pelo ambiente e apreciar alguns pratos preparados com os ingredientes das prateleiras. O cardápio foi reformulado recentemente e agora traz mais receitas com influência regional. Para começar a refeição, há o chips de macaxeira com carne-de-sol e o mix de miniquiches de sabores variados. Como prato principal, destacam-se a cuisse de canard en confit (coxa de pato com polenta) e a codorna desossada recheada, que é acompanhada de bifum. Para a sobremesa, as sugestões são o crepe suzette, que é flambado à mesa, e o requisitado nuit blanche, um doce feito com creme de queijo, calda de cajá ou de frutas vermelhas e biscoito de pistache crocante servido quente. Para ajudar o cliente a harmonizar o vinho com os pratos, a carta – a melhor da cidade na opinião do júri de VEJA Natal – traz desenhados cachos de uva que indicam o tipo, a consistência e o sabor da bebida. Os rótulos são apresentados de acordo com a região produtora. Os mais pedidos, com boa relação qualidade-preço, são o argentino Baso El Portillo Tempranillo Malbec e o chileno Viu Manent Carmenère. Entre os exemplares incomuns está o vinho tinto libanês Chateau Kefraya, produzido no Vale do Bekaa.

Rua Potengi, 576, Petrópolis.
       Tel.:(84) 3212-1477.


A melhor happy hour

Douce France

As mesas de plástico do pequeno bistrô ficam disputadas no fim da tarde. O ambiente agradável – com espaço ao ar livre e charmosas saletas climatizadas – e as delícias inspiradas na cozinha francesa são os principais atrativos para os grupos de amigos que vêm comemorar o fim do expediente na casa. Fundada por Laurence, nascida na França, há quase dez anos, é comandada pelo sorridente Alberto Dias, ex-cumim. Ele fez questão de manter o estilo informal e as receitas, muitas delas com toques de sofisticação. Entre os destaques, estão os crepes, os croissants e os maxichaussons (espécie de calzones de massa folhada), servidos com mais de dez opções de recheio. O basquaise (frango defumado com abacaxi e uvas) e o eloah (mussarela, presunto, tomate seco, cebola e orégano refogados na manteiga) estão entre os mais pedidos. Uma novidade é o crepe paris, que, apesar do nome, leva ingredientes nordestinos: carne-de-sol, queijo de coalho, cebola ralada e nata. Quem prefere jantar pode começar a refeição com o carpaccio com molho de manjericão ou o patê de foie gras caseiro servido com torradas. Como prato principal, faz sucesso o filé ao roquefort, flambado no conhaque e servido com arroz piaf, talharim ou salada. Para finalizar a pedida, o profiterole é servido numa taça gigante recheado com sorvete e coberto com calda quente de chocolate meio amargo e chantilly. A casa também serve coquetéis de frutas (com e sem álcool), cafés, cervejas e vinhos. Foi eleita pelo júri de VEJA Natal, pela segunda vez, como o melhor lugar para desfrutar a happy hour na cidade.

Vila Colonial, Avenida Afonso Pena, 628, Petrópolis.
      Tel.:(84) 3222-7002. Site: www.doucefrance.com.br.


O melhor pescado

Camarões Potiguar

O restaurante já chama atenção pela arquitetura. Irmão caçula do tradicional Restaurante Camarões, foi construído especialmente para receber a crescente clientela da primeira casa – e acabou por fazer ainda mais sucesso. Ocupa um casarão de madeira com paredes de barro, decorado em estilo rústico, porém com um traço de sofisticação. Nos dois andares, é possível saborear a refeição e apreciar a vista para o mar. No cardápio – como o nome da casa anuncia –, a especialidade é o camarão. O crustáceo, cultivado em fazendas aquáticas, é fornecido pela mesma empresa há mais de uma década. Ele aparece em receitas regionais e em pratos da cozinha internacional. A versão à grega é uma das campeãs de pedidos. À milanesa, o camarão é servido sobre arroz à grega coberto com molho de tomate, mussarela e batata palha. Entre as novidades está a opção au gratin (o crustáceo é salteado com vinho branco, palmito, mostarda de Dijon e molho bechamel, gratinado com queijo gruyère e servido sobre arroz à grega e batata palha). Para quem prefere um toque regional, a sugestão é o camarão cajueiro. À milanesa, ele leva grãos de castanha, molho de maracujá e é servido com arroz de brócolis e purê de macaxeira gratinado com queijo de coalho. As receitas são tão requisitadas na cidade que, num almoço de domingo, atraem à casa até 1500 pessoas. A clientela é composta não apenas de moradores, mas também por muitos turistas, sobretudo estrangeiros. Tanto que o menu é traduzido para três idiomas – italiano, inglês e espanhol. A carta de vinhos lista rótulos que harmonizam com a especialidade da cozinha. Há opções como o Montes Alpha Chardonnay e o Viu Manent Chardonnay. A adega, com capacidade para 3 000 garrafas, fica à vista. Quem quiser finalizar a refeição à moda potiguar pode pedir os profiterolis pirangi (recheados com sorvete de castanha-de-caju). A casa levou o segundo título de melhor pescado da cidade do júri de VEJA Natal.

Rua Pedro da Fonseca Filho, 8887, Ponta Negra.
       Tel.:(84) 3209-2425


A melhor pizza

Mozzarella Pizzas

Os dois endereços da casa, localizados em avenidas movimentadas, são parada estratégica para quem volta para casa depois do expediente. Em um ambiente simples e informal, são servidas pizzas de massa fina e crocante assadas em forno a lenha. O proprietário, o paulista Luís Cláudio, está em Natal há dezoito anos. O cardápio apresenta coberturas criativas para três tamanhos de disco – pequeno (com quatro fatias), médio (com seis) e grande (com oito). Além das versões clássicas, como mussarela e calabresa, há as especiais, como aliche e califórnia (com abacaxi, ameixa, mussarela, pêssego e presunto, com borda recheada com catupiry). Também há as opções vegetais, como a suprema (feita com alho, aspargo, brócolis, mussarela e tomate seco), e de queijo, como a que leva cinco tipos (gorgonzola, mussarela, parmesão, provolone e catupiry). Um sabor incomum é a hamburguesa: carne moída, batata palha e mussarela. Também são servidas massas, calzones e tábuas de frios. Para finalizar a pedida, há as pizzas doces, como a de chocolate meio amargo com doce de leite e a romeu e julieta. A casa foi eleita a melhor pizzaria da cidade pelo júri de VEJA Natal.

Avenida Prudente de Morais, 624, Tirol.
       Tel.:(84) 3234-2424.
       Avenida Senador Salgado Filho, 1853, Lagoa Nova
       Tel.: (84) 3234-1212/2424.


O melhor variado

Talher

Antes de abrir o restaurante, Ivone Freire fornecia pratos sob encomenda. Autodidata, ela preparava receitas aprendidas com a família ou selecionadas em livros. O seu tempero caseiro fez sucesso na cidade. Tanto que o Talher acaba de ser eleito pelo júri de VEJA Natal como a casa que oferece a melhor comida variada da capital. Embora a equipe seja composta por mais de trinta funcionários, é ela quem comanda a cozinha na hora do almoço, ocasião em que o salão fica lotado. O centro das atenções é o farto bufê, que acomoda cerca de cinqüenta pratos – 25 só de saladas. Diariamente são servidas iguarias da culinária brasileira (como a galinhada mineira), regionais (como a carne-de-sol de caicó), sushis, massas e churrasco (inclusive de peixe). Entre os destaques estão o filé ao molho madeira, a tilápia à rolê e o camarão ao alho-poró. Às quartas é servido o cordeiro torrado com molho de hortelã. Aos domingos, uma receita com bacalhau, como a versão à gomes de sá. O atendimento atencioso é outro ponto forte da casa. "O garçom sabe até qual é o suco de que o cliente gosta", afirma Ivone. Hoje, ela conta com a ajuda de seu filho, Marcio Freire, que comanda as panelas durante a noite. Formado no curso de cozinheiro do Senac, ele estagiou com o renomado chef Eduardo Avelar. No jantar, o serviço é à la carte. Há opções como o filé ao molho gorgonzola e o lombo de cordeiro ao molho de ameixas frescas. Os pratos são acompanhados de batata sautée e arroz à piemontês (guarnecido com champignon, molho branco e mostarda). A casa também oferece sanduíches, cuscuz, sopas e as requisitadas tapiocas – são 25 tipos salgados e cinco doces –, entre as quais a de carne-de-sol com nata e a de queijo de coalho com mel.

Avenida Afonso Pena, 892, Petrópolis.
       Tel.: 3211-4229.


O melhor oriental

Guinza

O ambiente é amplo, assim como o cardápio, que apresenta pratos variados da cozinha internacional. O espaçoso salão recebe luz baixa durante a noite, momento em que acontecem apresentações musicais, sempre em volume baixo o suficiente para a clientela conversar. Em anexo fica o sushi-bar, onde três sushimen se revezam para preparar as delicadas iguarias da culinária japonesa. O menu, específico, foi renovado recentemente. Agora, além do requisitado hot filadélfia (empanado com salmão e cream cheese), há o regional hot sertanejo, que traz carne-de-sol desfiada no lugar do pescado. Os combinados, que incluem três tipos de peixe (salmão, atum e um peixe branco), são os que fazem mais sucesso. O indicado para uma pessoa traz dezoito fatias de sashimi e oito de sushi. O maior, de setenta peças, inclui polvo, kani, ovas e camarão, além de trinta fatias de sashimi. Também são servidos temakis, tepan-yakis, guiozas, sukiakis e tempuras. Nas noites de terça-feira acontece o rodízio japonês, que além dos pratos citados oferece camarão e lagosta grelhados. O mesmo rodízio acontece nos almoços de sexta, porém sem o sukiaki, o camarão e a lagosta. A variedade e a qualidade das especialidades japonesas levaram o júri de VEJA Natal a eleger o Guinza como o melhor lugar para degustar pratos da cozinha oriental na cidade pela segunda vez. Quem prefere se instalar no salão principal pode conferir as receitas preparadas sob a coordenação do chef Adilécio. Há massas, bacalhau, pescados, crustáceos, aves e carnes. Uma sugestão é pedir a casquinha de caranguejo como entrada e os camarões do chef – campeão de pedidos – como prato principal (os crustáceos graúdos são recheados com provolone, empanados em massa leve e servidos com arroz à grega, salada e purê; R$ 39,00 para duas pessoas). A carta de vinhos lista mais de 100 rótulos e dá detalhes sobre o tipo de uva, o corpo e o aroma da bebida. Um sommelier fica à disposição dos clientes para ajudar na harmonização. Para acompanhar os pratos japoneses, é sugerido um vinho especial para sushi.

Rua Ana Porto, 4, Ponta Negra
       Tel.:(84) 3219-2002.
       Site: www.guinza.com.br.



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