Divirta-se com nossas atrações.
Barcos, pescados, ginga, tapioca...
O charme inusitado do Canto do Mangue
Ao lado do bairro da Ribeira fica outro local bem pitoresco de Natal. Trata-se do Canto do Mangue, uma central de venda de peixes e frutos do mar. Detalhe: tudo administrado pelos próprios pescadores. Por ficar à beira do Rio Potengi, termina sendo uma atração exótica, até certo ponto bucólica e sobretudo inusitada, diante dos programas geralmente oferecidos ao turista.
O visitante também pode aproveitar o passeio ao Canto do Mangue para degustar tradicionais iguarias genuinamente potiguares in loco. Destaque para a ginga, um peixinho servido frito e acompanhado por tapioca. Outra alternativa para se deliciar com a tapioca com ginga é o Mercado da Redinha, do outro lado do Rio Potengi.
De segunda a sexta-feira o Canto do Mangue movimenta cerca de 300 pescadores e mais algumas dezenas de pessoas que trabalham no tratamento e na venda do pescado. Os pescadores trazem peixes, lagostas, camarões e variados frutos do mar em cerca de 50 barcos, que atracam na região portuária distribuída entre a Ribeira e as Rocas.
Mercado do Peixe
No Canto do Mangue, os visitantes podem contar agora com o Mercado do Peixe, que abriga os comerciantes, que ocupavam os antigos quiosques. Com uma estrutura formada por 32 boxes, sendo 24 deles para a comercialização do pescado no térreo e oito que integram a Praça da Alimentação no mezanino e que permite uma visão privilegiada do Rio Potengi, o que deve tornar o local um chamariz para os turistas. Os comerciantes contam, também, com duas câmaras frigoríficas para armazenamento e conservação do pescado.
O local dispõe, ainda, de elevador e rampa para portadores de necessidades especiais, terminal de agência bancária baterias de banheiros e posto policial.
Praça Pôr do Sol
Os antigos boxes de comercialização do pescado foram demolidos e em seu lugar está sendo erguida a Praça do Pôr do Sol. O novo equipamento terá uma área de 1.466 metros quadrados, dotada de bancos em aço e madeira, lixeiras, dois quiosques para a comercialização da tapioca com peixe frito (em alvenaria e teto de cerâmica branca). Contará ainda com um projeto paisagístico com canteiros ajardinados, preservação das árvores existentes e plantio de novas árvores nativas, tais como mororó, coqueiro, catolé, e resedá, entre outras.
A praça terá ainda uma iluminação mais eficiente, postes com três luminárias e lâmpadas de 250W, além da instalação de refletores coloridos. Na nova área de lazer, também haverá um caramanchão com mesas para jogos, calçadas de lajotas em granilite, piso diferenciado em ladrilho hidráulico (tipo brotoeja), rampas de acessibilidade e, fazendo jus ao seu nome, um espaço com piso elevado que será utilizado como mirante para se apreciar o pôr-do-sol do rio Potengi. O projeto prevê ainda um amplo estacionamento, com vagas para carros e motos.
Casa de Artista. É esse o slogan do Espaço Cultural Casa da Ribeira, criado em 2001 com moderna estrutura destinada a apresentações artísticas e exposições culturais. Na verdade, o espaço tem importância ainda maior no cenário cultural da cidade, pois é também um exemplo bem-sucedido de restauração arquitetônica e resgate da história de um dos bairros mais antigos e importantes de Natal, a Ribeira.
A estrutura da Casa da Ribeira é dividida entre Sala Cosern de Teatro e Sala Petrobras de Arte Contemporânea. A Sala de Teatro recebe não só espetáculos de arte cênica, mas também grupos de dança, corais e músicos diversos. As apresentações são gratuitas ou têm preços acessíveis. O espaço, que comporta 164 pessoas sentadas, tem um sofisticado equipamento de luz e som.
Já a Sala de Arte Contemporânea tem 104 metros quadrados, é totalmente climatizada e exibe iluminação especial. O espaço está inserido no circuito nacional de artes visuais desde 2003 e já recebeu artistas de renome internacional nas artes plásticas.
A Casa da Ribeira é resultado de um projeto que teve como base a restauração de um casarão construído em 1911 na rua Frei Miguelinho. Através da iniciativa do grupo de teatro Clowns de Shakespeare, idealizador do projeto, uma união entre iniciativa privada e poder público permitiu a reconstrução do velho casarão, que chegou ao fim do século 20 abandonado, praticamente em ruínas.
Testemunha do tempo em que o bairro da Ribeira, na área portuária de Natal, era o coração da cidade, a casarão número 52 da Frei Miguelinho foi hospedaria para marinheiros e estivadores. Transformada em oficina de navios, por muito tempo a casa também funcionou como a tradicional Padaria Palmeiras, que abastecia as comunidades da Ribeira e do bairro das Rocas.
O Centro de Convenções de Natal, equipamento privilegiadamente situado na Avenida Governador Dinarte Mariz, S/N - Via Costeira, avenida que liga a Praia de Areia Preta a Ponta Negra, e que abriga os hotéis mais luxuosos da cidade, passou recentemente por uma grande reforma que deixou o local maior e mais confortável.
O investimento na ampliação e modernização do equipamento foi de R$ 6 milhões viabilizado com recursos da segunda etapa do Programa de Desenvolvimento do Turismo do Nordeste (Prodetur), que reúne verbas dos governos estadual e federal, além do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid).
O novo auditório do Centro de Convenções de Natal, por exemplo, tem capacidade para três mil espectadores sentados e é dotado de modernos sistemas de climatização, iluminação e acústica, além de ser modulado para abrigar eventos de vários portes. Já o novo estacionamento pode receber quase o dobro do número de carros. É uma área com 6.997 metros quadrados, suficiente para acomodar cerca de 500 veículos. As reformas foram realizadas num momento em que Natal luta para aumentar sua estrutura para o turismo de eventos.
A reformulação da estrutura do Centro de Convenções de Natal começou na verdade em 2004, quando o Pavilhão Parque das Dunas, área para feiras e exposições, recebeu climatização especialmente para a realização do Congresso Brasileiro de Dermatologia. Além de um novo auditório e do estacionamento ampliado, o Centro de Convenções de Natal continuará a dispor de um auditório para 800 pessoas e outro para 120, além de dois pavilhões, com áreas de aproximadamente 4,5 mil metros quadrados e 1,4 mil metros quadrados.
São quase três décadas de cultura, arte, artesanato, lazer e gastronomia. Esse é o currículo do Centro de Turismo de Natal, que está completando 31 anos aberto à visitação. Mais antigo entre os centros de artesanato de Natal, o belo prédio da rua Aderbal de Figueiredo, bairro de Petrópolis, abriga hoje um mosaico de tudo o que se está produzindo em termos de artesanato e souvenirs turísticos no Rio Grande do Norte.
Apesar da recente migração da maioria dos negócios turísticos, inclusive os centros de artesanato, para o bairro de Ponta Negra, o “velho” Centro de Turismo continua sendo quase um ponto obrigatório na rota dos visitantes pela capital potiguar. Tem 36 lojas de artesanato, além de espaço reservado para obras de arte, antiguidades e livros de autores potiguares e de outros estados do Nordeste. Conta ainda com lanchonetes, loja de cinefoto e quiosque de informações turísticas.
A estrutura também inclui o restaurante Marenosso, especializado em petiscos como carne de sol, camarão, tapioca, paçoca, além de doces de frutas regionais. Do Marenosso obtém-se magnífica vista para o mar das praias do Forte, do Meio e dos Artistas. Foram os proprietários do restaurante, vale acrescentar, os idealizadores do Forró com Turista, promoção que se realiza todas as quintas-feiras, ao ar livre, sob as mangueiras do pátio do Centro de Turismo.
O prédio, em si, é da década de 1930. Construído por uma família rica, para servir de residência, o casarão trocou de mão várias vezes. Foi escola e presídio. Essa última função lhe deu mais notoriedade. Foi transformado no Centro de Turismo em 1976, mas todas as lojas ainda são identificadas com placas nas quais se lê "Cela 1", "Cela 2" e assim por diante.
A variedade de utensílios e souvenirs à venda nas “celas” do Centro de Turismo é muito grande. Redes de dormir, camisetas, trajes de banho, roupas de cama, toalhas para usos diversos, bolsas, cangas, chaveiros e ímãs de geladeiras são alguns deles. Há também muito material com tecidos e técnicas típicas do artesanato potiguar, como bordados, crochês e fuxicos.
Quem busca produtos mais sofisticados (e mais caros) pode subir as escadas e ir até a Galeria de Artes e Antiguidades. Lá o visitante vai encontrar uma imensa coleção de arte sacra, feita com madeira e pedra. Há santos e presépios de vários artistas, nos mais diferentes estilos e tamanhos.
Na galeria também estão à venda quadros de vários pintores potiguares, inclusive do modernista Doryan Gray Caldas, um dos mais importantes artistas plásticos de todos os tempos no Estado. Todos os seus quadros retratam a cidade, a praia ou o sertão. O carnaval, as danças folclóricas e o cangaço são outros temas frequentes na exposição permanente da Galeria de Artes e Antiguidades do Centro de Turismo.
Outra seção que chama a atenção é a de jóias feitas com pedras preciosas extraídas do solo potiguar e lapidadas por mãos locais. Os colares e anéis decorados com águas marinhas, que já viraram marca registrada do Rio Grande do Norte, sempre despertam o interesse dos que visitam a galeria, onde também há um espaço para literatura de cordel e obras literárias diversas sobre o Rio Grande do Norte e o Nordeste, assim como CDs de músicos potiguares.
A Escola de Turismo e Hotelaria Barreira Roxa é um grande diferencial no setor. Consegue ser, ao mesmo tempo, um bem conceituado hotel, com 46 apartamentos, e um centro de excelência na formação e capacitação de mão de obra. Localizado na Via Costeira, o equipamento contribui para a melhoria dos serviços de toda a cadeia produtiva do turismo norte-rio-grandense.
Administrado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) desde 2004, o Barreira Roxa prepara profissionais para o mercado através de cursos como o de formação de garçons, camareiras, recepcionistas, maitres e técnicos em qualidade no atendimento.
A escola também desenvolve cursos diversos e específicos nas áreas de culinária, bebidas, administração hoteleira e idiomas estrangeiros, entre outros. O Barreira Roxa, aliás, vai muito além. Oferece até mesmo cursos de pós-graduação, em parceria com instituições de ensino superior.
É interessante ver que os alunos praticam os ensinamentos no próprio hotel e, quando se formam, estão prontos para servir às empresas turísticas, em geral, ou abrir seus próprios negócios. Vale lembrar que a Escola de Turismo e Hotelaria Barreira Roxa abastece de mão de obra não só o mercado local, mas sobretudo o mercado regional.
Além de manter suas ações de ensino, o Barreira Roxa também dispõe de um centro de eventos com capacidade para 300 pessoas. Para os hóspedes, o hotel dispõe de um complexo de piscinas com vista para o mar. No restaurante Ponta Negra, pratos típicos da culinária nordestina se destacam num cardápio elaborado e executado, obviamente, pelos professores e alunos de gastronomia.
O roteiro da fé
A Cidade Alta, bairro central e mais antigo de Natal, abriga as quatro igrejas de maior interesse histórico e, conseqüentemente, turístico da cidade. Próximas entre si, a Catedral Metropolitana e as igrejas de Santo Antônio (do Galo), do Rosário e de Nossa Senhora da Apresentação formam um circuito que pode ser feito a pé, sem pressa, no qual o turista aprecia não só as linhas do barroco como traços arquitetônicos mais modernos.
A Catedral Metropolitana ocupa todo o quarteirão cercado pelas avenidas Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto com as ruas Jundiaí e Açu. Foi inaugurada em 1989 e chama a atenção por sua fachada, que é unida à parede traseira - bem mais alta - por uma espécie de rampa curvada para baixo. O interior também é bastante peculiar. Trata-se de um amplo vão que, ao contrário dos templos barrocos, prefere adotar um estilo “clean” e economizar nas imagens sagradas.
Ainda assim, a imponência da belíssima pia batismal é um dos destaques, assim como a disposição do altar. Criada pelo arquiteto Marcone Grevi, a Catedral é um dos projetos mais arrojados (e também mais polêmicos) já executados na cidade. Suas formas, consideradas por muitos como algo inadequado para uma igreja católica, são até hoje contestadas. Esse debate, contudo, até ajuda a aumentar o interesse pela visita.
Com um estilo bem diferente, a barroca Igreja do Galo é apontada por muitos como a construção religiosa mais bela da capital potiguar. Concluída em 1766, também abriga um museu de arte sacra repleto de imagens, objetos religiosos e móveis centenários. A Igreja de Santo Antônio tornou-se mais conhecida pelo apelido devido ao galo de metal que decora o ápice de sua fachada. Outro destaque é a torre única, do lado direito, que reforça o charme do prédio histórico.
A alguns passos da Igreja do Galo, na Praça André de Albuquerque, fica a Matriz de Nossa Senhora da Apresentação, primeira igreja da capital, erguida em 1644. Um de seus destaques é a imagem de Nossa Senhora da Apresentação encontrada por ribeirinhos às margens do Rio Potengi, em 21 de novembro de 1753, justamente o dia de Nossa Senhora da Apresentação, padroeira de Natal. O fato acabou reforçando a grande devoção local em torno da santa.
Por volta de 1711, escravos negros construíram a Igreja do Rosário, outra relíquia católica que não deve ser esquecida num roteiro de fé em Natal. Situada na Praça do Rosário, tem porte menor que a Matriz e a Igreja do Galo. A visita em si se justifica por sua beleza barroca, que contrasta com uma simplicidade cativante, fazendo da Igreja do Rosário uma das mais simpáticas de Natal.
Igreja dos Pescadores
Igreja Galo (Santo Antonio)
Igreja do Rosário
Muito além de sol e mar. Natal também é terra de cultura. E o terreno se torna vastíssimo quando o assunto é pesquisa sobre o folclore brasileiro, algo tão bem trabalhado pelo maior estudioso da cultura popular nacional, Luís da Câmara Cascudo. Para o turista que pretende agregar conhecimentos em sua estada em Natal, há um local bastante expressivo e significativo, cuja visita é fundamental.
O Memorial Câmara Cascudo - hoje administrado pela neta dele, Dhaliana Cascudo - é um espaço onde os visitantes entram em contato direto com a cultura e o folclore local. A casa de dois andares, localizada na Praça André de Albuquerque, no Centro de Natal, é bem dividida. A maior parte da obra do folclorista potiguar está à disposição dos visitantes.
Na parte de cima há biblioteca, uma sala para consultas e a administração. Na parte de baixo, do lado esquerdo, há uma sala de exposições com fotos do próprio Cascudo e cédulas de cinqüenta mil cruzeiros, que saíram na década de 90 com a efígie do folclorista. Destaque também para alguns prêmios conquistados, como o Troféu Juca Preto, em 1977, por ter sido eleito o intelectual do ano.
Do lado direito da casa, ainda na parte de baixo, o Memorial convida o visitante a uma viagem pelo folclore brasileiro. Foram montadas e simuladas várias cenas típicas da cultura nacional, como o boi-bumbá, boi-tatá, botija e lobisomem. São várias salas temáticas que simbolizam lendas, mitos e costumes brasileiros.
A última sala simboliza a religião do povo. Um cruzeiro e vários santos foram perfilados de modo que a sala se tornou uma espécie de capela. Embora Cascudo não tenha sido um cristão devoto, Dhaliana conta que a idéia era representar alguns costumes, como a fé da população brasileira e a própria liturgia do catolicismo.
Ainda de acordo com a neta, um sonho de Cascudo era transformar sua biblioteca particular em fonte de pesquisa para os jovens da cidade. Pelo menos 10 mil volumes podem ser consultados no Memorial. Todo o acervo é disponibilizado para consultas. A maioria dos livros ainda possui anotações e dedicatórias escritas pelas pessoas que o presentearam.
“Na verdade, a frase dita por Cascudo era “o melhor produto do Brasil ainda é o brasileiro”, revela.
Folclorista também dá nome a museu.
Outra referência em Natal ao folclorista potiguar Luís da Câmara Cascudo é um museu, de propriedade da UFRN, que leva seu nome. Cascudo foi o primeiro diretor da instituição cultural. Por isso a homenagem.
O Museu Câmara Cascudo é voltado para as ciências da natureza, da cultura e da museologia. Tem exposição permanente disposta em dois pavimentos, além de coleções referentes à paleontologia, espeleologia, arqueologia e cultura.
Com a recente reforma do tradicional Mercado de Petrópolis, os turistas acabaram ganhando mais um bom espaço para saborear comida regional, comprar peças de artesanato e até mesmo adquirir ou simplesmente admirar trabalhos artísticos produzidos por gente da terra. Redescoberto pela classe intelectual e reformado fisicamente, o mercado, quem diria, tende a entrar no circuito turístico da cidade.
Localizado na Avenida Hermes da Fonseca, uma das principais vias da cidade, o mercado está no charmoso bairro de Petrópolis, que abriga boa parte do comércio A e B e da vida noturna de Natal. Ao mesmo tempo, fica a cerca de apenas um quilômetro das praias dos Artistas e de Areia Preta, e a dois quilômetros da Via Costeira.
Construído em 1971, o Mercado de Petrópolis foi bastante concorrido na década de 70. Só perdeu espaço a partir do surgimento dos primeiros supermercados em Natal. Atualmente, tem 57 quiosques. E uma atmosfera bastante agradável. Talvez devido à saudável onda de revitalização que beneficiou mercados municipais pelo Brasil afora, a verdade é que Natal, praticamente, ganhou um novo e alternativo espaço.
A reforma resultou de uma parceria entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Natal. Custou R$ 230 mil e incluiu serviços nas instalações elétricas e hidráulicas, substituição do piso e do telhado, recuperação do pequeno estacionamento frontal e do estacionamento para 50 veículos, por trás do mercado. Os banheiros também receberam iluminação e foram adaptados para portadores de necessidades especiais.
A grande novidade em meio à reforma é que o mercado passou a ser usado também para a comercialização de artesanato, obras de artes plásticas, livros e CDs, muito até mesmo em função de sua localização privilegiada. Como resultado desse processo, o local também está se tornando ponto de encontro de artistas e intelectuais da cidade. Os próximos freqüentadores deverão ser os turistas.
Além do sol, há museus e galerias de arte.
Numa cidade tão praiana, como Natal, também há espaço para cultura, artes, ciência e história. Exemplo disso é o circuito de museus e galerias de arte. É uma boa recomendação para quem deseja não apenas curtir as belezas naturais da cidade, mas também conhecer, com maior profundidade, as raízes e peculiaridades do Rio Grande do Norte, assim como seus principais personagens.
O mais importante e abrangente museu da cidade é o Câmara Cascudo. Batizado em homenagem ao maior escritor do Estado e um dos mais reconhecidos folcloristas brasileiros, faz de sua coleção um resumo da história, da geografia, do desenvolvimento e do próprio povo do Rio Grande do Norte.
Uma das atrações é a réplica da mina de exploração do tungstênio, metal que fez a riqueza da região do Seridó na metade do século XX. Também há uma reprodução da paisagem da caatinga, com seus animais e plantas característicos.
O visitante pode ainda ver de perto as ferramentas e máquinas agrícolas de um Nordeste arcaico, assim como conhecer a moderníssima estrutura de extração de petróleo, um componente de ponta na economia potiguar nas últimas três décadas.
Há espaço ainda para as manifestações artísticas e religiosas de um povo que colecionou influências a partir de vários matizes, desde a clássica mistura brasileira entre europeus, negros e índios, até a marcante presença dos norte-americanos durante a 2ª Guerra Mundial. O museu fica na Avenida Hermes da Fonseca, uma das principais de Natal.
Vale lembrar que Câmara Cascudo também é lembrado num memorial que fica na praça André de Albuquerque. O autor de ‘Dicionário do Folclore Brasileiro’, ‘História da Alimentação no Brasil’ e tantos outros clássicos da pesquisa histórica brasileira tem sua vida de admiração pelo Brasil retratada através de imagens e objetos pessoais no Memorial Câmara Cascudo.
Outro personagem histórico do Rio Grande do Norte tem seu espaço de memórias na Cidade Alta. No Museu Café Filho, o visitante tem a oportunidade de saber tudo sobre a trajetória do único presidente da República nascido em solo potiguar. Fotos, objetos e documentos traçam a história do político que surgiu como voz defensora dos direitos trabalhistas e acabou ocupando o cargo máximo da nação nos anos 50.
Para completar o circuito, vale uma visita ao Museu de Arte Sacra, que fica num anexo da Igreja do Galo, na Rua Santo Antônio. Exibe santos esculpidos em madeira, além de objetos e roupas paroquiais. E para quem gosta de obras de arte e for comprar artesanato no Centro de Turismo, vale a pena conhecer a Galeria de Arte Contemporânea, no primeiro andar da antiga cadeia pública. Reúne um belo acervo de artistas plásticos locais.
O prédio do Palácio Felipe Camarão foi construído no ano de 1922, pelo construtor Miguel Micussi, sendo inaugurado no mesmo ano no dia 7 de setembro, marcando o Centenário da Indepedência do Brasil, na administração do governador Antônio José de Melo e Souza (1920-1924) e do intendente municipal Teodósio Paiva. Antes, havia no local um casarão de linhas coloniais onde funcionava a Presidência da Intendência Municipal.
A sede da Prefeitura recebeu o nome de “Palácio Felipe Camarão” através da Lei 359/A, de 1955, em homenagem ao índio Poti, que era o chefe dos Potiguares, tribo que habitava as margens do Rio Potengi.
O índio Poti nasceu na aldeia de Vila Velha, em Igapó, e em 1612 foi catequizado e batizado juntamente com a sua esposa Clara Camarão passando a chamar-se Antônio Felipe Camarão. O primeiro nome, em homenagem ao santo do dia; o segundo, ao rei de portugal; e o terceiro, representa a tradução da palavra indígina Poti.
Felipe Camarão se destacou nas lutas para expulsão dos inavasores holandeses na capitania de Pernambuco. Por conta de sua bravura, o rei de Portugal, em 16 de maio de 1633, concedeu-lhe um brasão de armas e nomeou-o capitão mor de todos os índios do Brasil, passando, a partir daí, usar a palavra Dom, antes do nome, como indicativo de nobreza. Recebeu ainda a comenda dos Moinhos de Soure, do mesmo rei de portugal. Dom Antônio Felipe Camarão morreu no ano de 1648, em Várzea, nos arrebaldes de Recife, PE.
Tudo bem que a simbiose sol & mar rotule o Turismo potiguar, mas vale a pena procurar opções culturais pela cidade. Como quem procura geralmente acha, uma das descobertas pode ser o Palácio Potengi, também conhecido como Palácio da Cultura, que foi sede do Governo do Estado até a década de 80 e, anteriormente, abrigou a Assembléia Provincial.
Construído entre 1865 e 1873 na Praça 7 de Setembro, no bairro da Cidade Alta, a imponente edificação neoclássica não é relevante apenas pelo aspecto arquitetônico ou pelo seu passado. Tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e transformado num dos principais espaços dedicados às artes no Rio Grande do Norte, o Palácio abriga hoje a Pinacoteca do Estado, que recebe mostras itinerantes e mantém uma exposição permanente, com algumas das mais representativas obras de pintura e desenho produzidas por artistas potiguares.
Entre os nomes representados na Pinacoteca estão Dorian Gray Caldas e Newton Navarro, dois dos principais expoentes do modernismo no Rio Grande do Norte a partir da década de 1940. O valor de suas produções é reconhecido internacionalmente. Suas pinturas, elaboradas através de óticas peculiares, retratam sobretudo o povo nordestino e seu comportamento.
Após conhecer a Pinacoteca, o turista pode subir as escadas do Palácio. No primeiro andar, estão abertos à visitação o antigo gabinete do governador do Estado e algumas salas anexas, com decorações originais e mobília bem conservada. Os jardins do Palácio também se encontram em bom estado e já foram palco de shows de música erudita.
Uma praça poderosa
Se o governo estadual não está mais na Praça 7 de Setembro, o local ainda é endereço da Prefeitura de Natal, da Assembléia Legislativa e do Tribunal de Justiça do Estado. Dos três prédios que integram a “praça dos três poderes”, o mais interessante do ponto de vista arquitetônico é o Palácio Felipe Camarão, sede do poder executivo municipal. Com características ecléticas, reforçadas atualmente por uma pintura em azul e branco, o prédio foi inaugurado em 7 de setembro de 1922, em meio às comemorações do centenário da Independência.
Pratique ecoturismo em Natal.
Caminhe nas trilhas do Parque das Dunas
Para quem for adepto do ecoturismo, uma dica em pleno centro urbano de Natal são as trilhas rústicas do Parque das Dunas, uma reserva de 1.172 hectares entre os bairros de Mãe Luiza, Capim Macio e Ponta Negra, que se entende ao longo da Via Costeira. Coberto de Mata Atlântica, o Parque é a segunda maior área urbana de preservação do Brasil, menor apenas que a Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro.
Os turistas podem optar entre três percursos do Parque das Dunas, todos guiados. A trilha Peroba é recomendada para adolescentes e adultos. Tem um percurso total de 2.400 metros, cumprido numa média de 1h30. O final da caminhada é no Mirante, local que rende uma espetacular vista do mar, da Via Costeira, do Morro do Careca e do bairro de Ponta Negra.
Os turistas podem optar entre três percursos do Parque das Dunas, todos guiados. A trilha Peroba é recomendada para adolescentes e adultos. Tem um percurso total de 2.400 metros, cumprido numa média de 1h30. O final da caminhada é no Mirante, local que rende uma espetacular vista do mar, da Via Costeira, do Morro do Careca e do bairro de Ponta Negra.
Já a trilha Ubaia-Doce é recomendada apenas para os bem preparados fisicamente. O percurso é mais longo, de 4,4 quilômetros, e leva em média 2h30 para ser percorrido. Essa caminhada rústica também termina no Mirante. A trilha Perobinha é a mais “light” e pode ser feita até por crianças de cinco anos. Tem percurso reduzido, de apenas 800 metros, geralmente vencido em 40 minutos.
As trilhas levam os nomes de três espécies de árvores muito encontradas no Parque das Dunas, que reúne mais de 270 espécies arbóreas, pertencentes a 78 famílias. Entre as mais freqüentes, destaque para o pau-brasil, a sucupira, o pau-d’arco, a peroba, a maçaranduba, a ubaia, o jatobá, o pau-sangue, a sapucaia e o pau-mulato.
A fauna típica da Mata Atlântica também é destaque no Parque das Dunas. Quem caminhar pelas trilhas poderá ver mamíferos como o rato-punaré, o timbu, o sagüi e a raposa. Há mais de 100 espécies de pássaros, entre sabiás, beija-flores, bentevis, rouxinóis, galos-de-campina, tico-ticos, andorinhas, codornas, gaviões, falcões, seriemas, rolinhas, quero-queros, juritis e piriquitos-da-caatinga.
Lazer no Bosque dos Namorados
É bom ressaltar que nem só de trilhas vive o Parque das Dunas. O complexo de lazer também dispõe de pista para cooper e ciclismo, aparelhos de ginástica, bancos e mesas para piqueniques e reuniões, parque infantil, lago artificial, museu de espécies animais e viveiro de mudas, assim como sala de exposições, biblioteca e vários outros equipamentos.
Essas atividades acontecem no Bosque dos Namorados, que é a área do Parque aberta ao público, já que as outras partes só podem ser visitadas através das trilhas guiadas. O Bosque tem sete hectares, com 1,3 mil árvores que representam 50 espécies nativas. Na área são promovidos projetos de educação ambiental, pesquisa científica e ecoturismo.
O Bosque dos Namorados, que cobra ingresso de R$ 1,00, funciona de terça a domingo e nos feriados, das 8h às 18h. O local recebe uma média de nove mil visitantes por mês. Desde 1997 foram mais de 500 mil visitantes, entre norte-rio-grandenses e turistas brasileiros e estrangeiros, além de pesquisadores e técnicos.
Para se ter mais uma idéia do quanto o Parque das Dunas é utilizado, basta acrescentar que há mais de seis mil praticantes de Cooper cadastrados. A uma taxa anual de R$ 10,00, eles têm direito de caminhar ou correr diariamente na pista de 900 metros.
Criado em 1977, O Parque Estadual Dunas de Natal “Jornalista Luiz Maria Alves” é classificado pela Unesco como parte da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica Brasileira. É portanto, um patrimônio ambiental da humanidade. Os telefones do Parque das Dunas são (84) 201-4440 e (84) 201-3985. O site é www.parquedasdunas.rn.gov.br
Natal ganhará no próximo ano mais uma área de lazer, predominantemente verde, para o deleite de moradores e turistas. O Parque da Cidade, que está sendo construído pela Prefeitura do Natal na margem direita da Avenida Omar O’ Grady no sentido Candelária/Cidade Satélite (prolongamento da Avenida Prudente de Moraes).
Denominado de Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte, em homenagem ao ex-arcebispo metropolitano de Natal, a obra tem um investimento de R$ 17 milhões e contará com infra-estrutura composta por um pórtico de entrada, restaurante, a primeira escola de educação ambiental do Estado, biblioteca, auditório, prédio de administração, posto florestal, sistema de circulação de pedestres e veículos, estacionamento e trilhas ecológicas.
Além desses equipamentos, o parque contará com uma torre monumental equivalente a um prédio de 12 andares, mas como vai ficar numa elevação corresponderá a um prédio de 18 andares. O monumento irá abrigar um memorial que vai contar a história de Natal. Dele, o visitante vai poder descortinar toda a cidade.
O projeto, assinado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, tem forma de retângulo. A área integra uma das Zonas de Proteção Ambiental (ZPA’s) do município, compreendida entre os bairros de Cidade Satélite, Candelária e Cidade Nova. A iniciativa vai garantir a utilização de forma racional daquela área de proteção, que é uma das principais fontes de recarga do aqüífero de Natal, cidade que tem 70% do seu abastecimento proporcionado por água do subsolo.
A área do Parque da Cidade é formada por cordões de dunas em baixo estágio de degradação verificando-se uma cobertura vegetal nativa e bem conservada. Ao preservar, a Prefeitura Municipal pretende proporcionar uma nova opção de lazer e uso aos moradores da cidade. Além de garantir a qualidade de vida com o equilíbrio climático, proteção da flora e da fauna nativas, o parque assume importância justamente pela proteção dos mananciais subterrâneos. O Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte tem previsão para ser inaugurado em junho de 2008.
Teatro Alberto Maranhão, um século de arte e cultura
O Teatro Alberto Maranhão está de cara nova desde 24 de março de 2004, quando comemorou 100 anos de existência em meio a uma ampla programação cultural. Na parte externa, todo o piso foi trocado, assim como foram plantadas quatro árvores carnaubeiras, consideradas um símbolo da natureza potiguar. O prédio, todo pintado, ganhou um leve tom de amarelo, com detalhes em branco.
Na parte interna, uma das principais modificações foi a transferência dos bustos de Carlos Gomes, Alberto Maranhão e Meira Pires, que agora estão mais visíveis. A escultura produzida por Mathurin Moreau teve reativada sua fonte de água. Além disso, a bilheteria foi restaurada, os banheiros mudaram de lugar e as paredes receberam granito fosco, no lugar da ardósia. Como se vê, os 100 anos bem vividos do Teatro Alberto Maranhão significaram oportunas melhorias.
O Teatro Alberto Maranhão começou a ser construído em 1898, porém só foi inaugurado seis anos mais tarde. Seu primeiro nome foi Teatro Carlos Gomes, em homenagem ao compositor da ópera “O Guarani”. Em 1957, o prefeito de Natal, Djalma Maranhão, o rebatizou com o nome atual, que homenageia o ex-governador responsável por uma série de ações que beneficiaram a casa das artes.
O prédio do teatro conserva características arquitetônicas originais e é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Rio Grande do Norte. Já passou por outras reformas, que lhe deram o segundo pavimento, obras de arte na fachada, portões e grades de ferro francês, camarins e salão nobre.